
Em 1912 é constituída a “Unión Eléctrica Madrileña”, num período de forte concorrência em que aparecem novas empresas dinâmicas e financeiramente fortes. Esta empresa é o resultado da agregação de interesses de: “Cía. Madrileña de Electricidad”, “Sociedad de Gasificación Industrial” e “El Salto de Bolarque”.

Em 1943, são criadas as “Fuerzas Eléctricas del Noroeste S.A.”, fundadas pelo Banco Pastor e as empresas “Hijos de Olimpo Péreze” e “Industrias Gallegas”. O objectivo inicial de FENOSA era o aproveitamento eléctrico dos rios Minho, Tambre e Eume, assim como contribuir para garantir o abastecimento eléctrico da Galiza.

Em 1950, é estabelecida a conexão das linhas de transporte de Fenosa com a rede nacional.

Em 1955 é levada a cabo a absorção da “Sociedad General Gallega de Electricidad”. No dia 3 de Setembro é inaugurado o “Saltos de Los Peares” e outorgado a Don Pedro Barrié de la Maza, presidente e fundador da sociedade, o título de Conde de Fenosa, pelo seu trabalho e iniciativa na promoção da riqueza Galega.

Em 1961 na “Unión Eléctrica Madrileña” a longitude das linhas de transporte alcança os 719km: 84 km de 220 KV, 390 km de 138 KV e 245 km de 46KV.

Em 1962 começam a operar os novos grupos das centrais de Almoguera e Zorita, construídas anos antes. É obtida a autorização do Ministério da Indústria para realizar os estudos de instalação de uma central nuclear nos termos de Zorita de los Cannes. Nas oficinas de “Unión Eléctrica Madrileña” da rua Goya é instalado o primeiro computador.

Em 1966 entra ao serviço o “Salto de Castrejón” e são finalizados os procedimentos para as concessões dos “Saltos del Tajo” e do “Alto Alberche”. Começam os preparativos para construir a “Central Térmica de Aceca, com a colaboração a 50% da “Hidroelectrica Española”. É obtida a autorização para começar as obras da “Central Térmica de La Robla”.

Em 1968 é feita a conexão com a rede eléctrica da central nuclear José Cabrera, que foi a primeira central nuclear espanhola.

Em 1969, com a absorção de Moncabril, a denominação social da companhia passa a ser simplesmente “Unión Eléctrica”, já que a sua actividade se estende além da zona madrilena (Saltos de Moncabril, San Agustín, La Florida, La Barca, etc.). Nesse mesmo ano entra ao serviço a central térmica de Aceca e o Grupo II de Narcea.

Em 1971 entra ao serviço a central térmica de “La Robla” e é obtida autorização para construir, juntamente com a Hidroeléctrica Española y Sevillana de Electricidad, a central nuclear de Almaraz.

Em 1972 inicia-se a construção da central nuclear de Almaraz e é levada a cabo a fusão por absorção de “Eléctricas Leonesas”, integrando-se assim os “Saltos do rio Órbigo”, de forma a que a zona de distribuição da empresa inclua León e Palencia.

Em 1973 fica terminada a Central de bombagem de “La Bujeda” e a sua colocação em serviço fica pendente da finalização das obras do “Acueducto Tajo-Segura.

Em 1974 a sede social é estabelecida na rua “Capitán Haya” em Madrid. O número de assinantes é já superior a 1200000.

Em 1980 realizam-se as obras no “Salto de Castrejón” e na “Central de la Barca”. Começa a funcionar a central térmica de “Meirama” que consome LIGNITIO PARDO (designada de Lenhite), que se obtém de um reservatório localizado ao pé da central. Em 1981 entra em operação o grupo I da Central de Almaraz.

Em 1982 as “Juntas Generales” acordam a fusão das “Fuerzas Eléctricas del Noroeste S.A.” e a “Unión Eléctrica”, criando a “Union Electrica Fenosa” com efeitos económicos desde 1983.

Em 1986 o Grupo UNION FENOSA inicia a sua expansão internacional mediante um contrato de consultoria para a empresa “Usinas e Transmissiones Eléctricas de Uruguay”. Em 1992 realiza-se o primeiro investimento directo no exterior, até alcançar os 14 países da actualidade.

Em 1988 entra em funcionamento a “Central Nuclear de Trillo” (1066 MW), participada pela UNION FENOSA, empresa que iniciou este projecto.

Em 1994 é criada a UNION FENOSA Energías Especiales e impulsiona-se o desenvolvimento do sector das energias renováveis.

Em 1998, a UNION FENOSA, que havia participado no sector das telecomunicações desde a sua liberalização, adquire uma participação na empresa de telemóveis Airtel. Em 1999 passa este investimento ao Grupo Auna.
Em 2000 é formalizado o contrato com a empresa “Egyptian General Petroleum Corporation” que permite à UNION FENOSA dispor de gás próprio e obter uma vantagem competitiva no sector. Além disso, é criada a “Soluziona” que integra as empresas de serviços profissionais da UNION FENOSA. Entra em funcionamento a “Central de Hermosillo” no México, o primeiro ciclo combinado de gás construído e operado pela empresa.
Entra em funcionamento a “Central de Hermosillo” no México, o primeiro ciclo combinado de gás construído e operado pela empresa.

Em 2002, a sede social muda para a Avenida San Luis em Madrid e a denominação social passa a ser UNION FENOSA para reflectir a expansão das actividades da empresa.

De 2001 a 2002 é assinado o Contrato do Homem com a Terra que diz o seguinte: 1. O Homem habitará a terra; 2. O fornecimento diário de luz será limitado a determinadas horas; 3. As temperaturas poderão baixar ou subir sem aviso prévio; 4. O homem será livre de viver onde quiser; 5. Qualquer outro imprevisto será assumido pelo homem.

Em 2003, a entrada da empresa italiana ENI como sócio estratégico com 50% do capital da UNION FENOSA Gas, impulsiona a capacidade competitiva e reforça o posicionamento do Grupo nos mercados gasistas internacionais.

Em 2004, a UNION FENOSA põe em marcha a sua estratégia sobre eficiência energética para fomentar a poupança e o desenvolvimento sustentável. A UNION FENOSA Gas adquire 7,36% da planta de liquefacção de Omã.
Em 2005, o presidente egípcio Hosni Mubarak inaugura a planta de gás natural da UNION FENOSA em Damietta.
Em Setembro de 2005, ACS substitui o Banco Santander como accionista de referência da UNION FENOSA.
Em 2006 a UNION FENOSA e o Governo de Omã inaguram a sua planta de liquefacção naquele pais asiático.
Em Abril de 2006, a Central Nuclear José Cabrera completa a sua paragem definitiva. Indra integrará o negócio de consultoria de Soluziona.
Ainda em 2006, a UNION FENOSA apresenta o seu plano estratégico 2007-2011 com uma capacidade de investimento de 9000 milhões de euros. A UNION FENOSA lança o seu plano “Carbón Limpio” com a compra da mina Kangra Coal na África do Sul.

Em 2007 estão em marcha os três grupos da central da UNION FENOSA em Sagunto.
Em 2008 nasce “Energylab”, o primeiro centro internacional de eficiência e sustentabilidade energética. A UNION FENOSA vende a sua participação de 2,51% da “France España, S.A. (antiga Auna).

Ainda em 2008, a Gás Natural acorda com a ACS a compra do seu pacote de acções na UNION FENOSA. A UNION FENOSA entra na Austrália para desenvolver 800 MW eólicos.
Em 2009,o Governo ratifica a resolução da Concorrência sobre a fusão da Gás Natural e a UNION FENOSA. A CNC aprova sob compromisso a operação de integração Gás Natural/UNION FENOSA.

Ainda em 2009, o Conselho de Administração da UNION FENOSA pronuncia-se a favor da OPA da Gás Natural. Salvador Gabarró é o novo presidente da UNION FENOSA.